domingo, 10 de junho de 2012

Ontem Rodésia, hoje Zimbábue

Cataratas Vitória, situadas no Zimbábue e local da maior queda d'água do mundo


Recentemente me lembrei de um grande país africano que outrora foi uma das nações mais prósperas do continente e que hoje possui um Estado falido o qual o despotismo domina a política, a sociedade e a economia. A história do Zimbábue nos últimos trinta anos está cheia de retrocessos, hiperinflação e repressão.


A região foi inicialmente controlada pelos britânicos em 1889, mas a colonização direta começou mesmo em 1923, e em 1911 ocorre a divisão das terras em Rodésia do Norte (atual Zâmbia) e Rodésia do Sul (depois Rodésia e hoje Zimbábue).


Com o processo de descolonização já iniciado na África, várias ex-colônias do Reino Unido conseguem independência, porém o governo britânico se nega a reconhecer a autonomia da Rodésia do Sul, alegando não havia liberdades garantidas aos negros.

Descontentes com a submissão a Londres, em 1965 uma elite branca acabou declarando unilateralmente a independência do país, agora chamado só de Rodésia. O poder do novo país foi entregue a Ian Smith que por quinze anos comandou um governo sem o reconhecimento da ONU , racista, e que manteve a ordem econômica mesmo com várias sanções econômicas.

Pressionado pela comunidade internacional, Smith acabou renunciando ao cargo de premier e permitiu a democratização do pais. Depois de várias eleições, finalmente assumiu o comando da nação Robert Mugabe, que até hoje governo o Zimbábue, mas que infelizmente instalou no país uma ditadura sanguinária e estagnou a economia que antes era considerada tão sólida e promissora.

Abaixo, através de um poema, John Patrick Asher, crítico da ditadura de Mugabe,faz uma homenagem ao Zimbábue, desde a colonização até a ditadura que hoje reina:


Broken Wagon Train*

It has been many, many years since those wagon wheels rode north
And our country was constructed by those hardy boys and men
When England called, we sent our share, we sent the most of all
And when she gave the call once more, we sent our boys again.

In desert and in grassland, and in mountain and in storm
In steaming jungle, everywhere we fought for kith and kin
But this was all forgotten by our brothers far away
Who cast us out asunder, and let lying traitors in.

We did our best to fight it, and we all kept up the chase
But everywhere they wouldn’t even let us state our case!
And now we’ve got a tyrant; 33 years now his reign
For the people of our country: just one broken wagon train


*John Patrick Asher é soldado no Exército de Israel, poeta, escritor e crítico da atual situação do Zimbábue.

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